Entre Lápis e Sonhos: A História de Evelaine
Sou Evelaine Celina do Amaral Scapin, nascida no dia 10 de junho de 1974, na pequena e acolhedora cidade de Populina, no estado de São Paulo.
Primogênita de Veralice do Nascimento Amaral e José Cicinato do Amaral (in memoriam). Cresci com o amor e a sabedoria dos meus pais, e ao lado dos meus três irmãos bilaterais — Elaine Rosana, Eloisa Cristina e Elvis Roberto — e da minha irmã consanguínea Bruna, com quem compartilho alguns momentos importantes.
Sou casada com Renato Filho há 15 anos, mas nossa história começou em 1994, quando nos encontramos e nos tornamos inseparáveis. Ele é meu Petrúquio, meu amor eterno,a pessoa com quem compartilho cada sorriso e cada desafio da vida. Juntos, temos um filho maravilhoso, Renato Neto, que, aos seus 25 anos, me presenteou com a mais preciosa das dádivas: o pequeno Bernardo. Eles são os três homens que preenchem meu coração de amor, alegria e gratidão.
Desde muito cedo, me senti envolvida pelo universo dos lápis, cadernos e livros. Havia algo de mágico em ver as palavras surgirem no papel e me transportar para diferentes mundos. O prazer de estudar foi algo que sempre esteve em mim, e, de algum modo, isso me guiou para o caminho da docência. Talvez o destino já tivesse traçado essa estrada para mim. Leciono há 32 anos, e, nos últimos oito, exerço dois cargos como professora no ensino fundamental I. No começo da minha carreira, enfrentei o desejo de desistir, o medo de não ser capaz, a solidão dos momentos difíceis. Mas minha mãe, com sua sabedoria silenciosa e amor incondicional, me empurrou a seguir em frente, me ensinando que a perseverança é a chave para vencer. Sim, tive dias amargos, marcados por angústia e insegurança, mas também vivi muitos outros dias abençoados, recheados de conquistas e alegrias, minhas e dos meus alunos, que me deram forças para seguir, mesmo quando a jornada parecia incerta.
Hoje, depois de tanto tempo, estou na alfabetização, ensinando o primeiro ano de escolaridade aos pequenos, e cada sorriso, cada olhinho brilhando de curiosidade e entusiasmo, faz todo o esforço valer a pena. Meus alunos, que
chegam com suas histórias e sonhos, me renovam a cada dia e me lembram do impacto transformador que a educação tem na vida de cada ser humano. Agora, à medida que minha aposentadoria se aproxima — em 2026, um marco que trago no coração como o reconhecimento de tantos anos de dedicação —, sinto um misto de gratidão e saudade. Gratidão por tudo o que vivi e aprendi, e saudade de tantos momentos que ainda me emocionam, como os pequenos gestos de carinho de cada aluno e as vitórias compartilhadas ao longo de tantos anos.
Eu, Evê, como muitos me chamam com carinho, sou mulher, filha, esposa, mãe, e, mais do que tudo, sou avó do Bernardo. Ele, meu raio de luz, minha fonte inesgotável de felicidade, que agora me ensina a cada dia o que é o amor incondicional e a razão de toda a minha jornada.